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Sou uma pessoa que sempre adorou ler e escrever. Certo dia deparei-me com uma leitura pouco conservadora, que me cativou de imediato. Pouco tempo depois comecei a escrever estes contos que não são baseados na realidade.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Viagem a Lisboa


Já estava naquele comboio havia algumas horas. A viagem demonstrava ser interminável. No estômago sentia um vazio, um nó bem apertado, como se não comesse há já uns dias. Olhava pela janela e via a paisagem a correr, modificando-se ao longo do percurso. Mas não estava a dar nenhuma atenção àquele quadro sucessivo de imagens típicas de um Portugal que se adivinha pequenino. Na minha mente, viajava para trás no tempo, embalada pelo som do comboio.


Recordava que apenas à um mês atrás o tinha conhecido através da internet. Nunca nenhum homem tinha mexido com a minha libido como ele. Eu estava consciente que partir ao seu encontro era um acto tresloucado. Sentia-me uma miúda de dezasseis anos apaixonada pela primeira vez. Mas o que eu sentia era mais que paixão, era um tesão incontrolado que me remetia para os tempos primordiais. Era um instinto animalesco que me orientava rumo à nossa capital lutando contra tudo que parecia moralmente correcto.


João tinha ficado de ir ter comigo à estação de Santa Apolónia. Só o tinha visto pela Web e ouvido pelo telemóvel, mas na minha mente já lhe adivinhava o cheiro do seu cabelo, o sabor do seu beijo, o toque da sua pele… João mexia, definitivamente, comigo!Estava a chegar ao meu destino. Seria fácil identificá-lo pois todos os dias o via e já tinha memorizado cada traço do seu rosto. Mas obviamente que me sentia agitada, pois não sabia como reagir quando estivesse, finalmente, frente-a-frente com este homem que tinha posto a minha vida de pernas para o ar.


O comboio parou, deixei sair toda aquela multidão, aproveitando para acalmar o nervosismo que se havia apoderado por completo de mim. Ao longe, avistei-o. À medida que as pessoas se iam dissipando pela estação, a sua face ficava mais visível. Comecei a caminhar de encontro a João. As minhas pernas começavam a fraquejar e a tremer e eu tentava ao máximo disfarçar. Quando finalmente cheguei perto dele fiquei sem saber como reagir. A minha vontade era beijá-lo ali mesmo, mas controlei-me. João abraça-me como se não nos víssemos desde a nossa última encarnação, como duas almas gémeas que finalmente se reencontravam. Conseguia sentir o bater do seu coração ao mesmo ritmo que o meu, como se ambos estivessem embalados pela mesma melodia.


Entramos no carro e dirigimo-nos ao hotel onde ele tinha reservado um quarto para a minha estadia. Durante este breve trajecto fez-me as normais perguntas de praxe acerca da viagem, sempre acariciando-me. Quando chegamos ao hotel, estacionou o carro e olhou fixamente para mim. Senti os seus lábios a procurarem os meus num beijo que já se adivinhava inevitável.


Depois deste seguiram-se outros no elevador, após a rotineira passagem pela recepção. À medida que o elevador ia ascendendo ao seu destino, também a nossa temperatura ia subindo. Parecia que já fazíamos amor à anos, pois João conhecia todos os meus pontos erógenos. Estava a tornar-se difícil controlar todo o prazer que sentia e no momento que estava prestes a suplicar-lhe que me penetrasse o elevador chega ao seu destino, porta abre-se e saímos.O meu quarto ficava próximo do elevador, mas o desejo era tanto que supliquei ao João que me domasse ali mesmo no corredor. Encostando-me à parede, eleva-me no ar e senti-o entrar dentro de mim vezes e vezes sem conta, ao mesmo tempo que me chupava os seios. Ouvimos alguém chamar o elevador mas estávamos tão abrasados que não nos conseguimos abstrair do nosso momento de prazer. O nosso grau de excitação aumentava na medida proporcional que o elevador ia subindo. Visivelmente cansado, o João pousa-me no chão continuando a introduzir o seu pénis, cada vez mais duro e prestes a explodir de prazer. O som do meu grito de satisfação foi abafado pelo barulho do elevador a chegar ao andar onde estávamos. Antes que as portas se abrissem conseguimos correr para o meu quarto mesmo a tempo do João gozar nos meus seios. Acho que aquele momento flagrante o deixou mais excitado, pois o seu orgasmo foi demorado e intenso.


Como é óbvio não acabou por ali. Finalmente conhecera um homem que me completava na cama, que aguentava a minha pedalada, que me satisfazia como nunca ninguém o tinha feito. Tenho até hoje uma verdadeira adoração pelo seu pénis, que para mim é divinal, me suscita pensamentos pecaminosos e me deixa completamente molhada só de o estar a imaginar.

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